Mesmo com a inauguração de duas unidades no final de 2016, vagas não foram totalmente preenchidas por falta de monitores.

Mães relatam dificuldades para arrumar vagas para os filhos nas creches de Descalvado. Mesmo com a inauguração de duas unidades no final de 2016, as vagas das instituições não foram totalmente preenchidas por falta de monitores.

Na cidade, quase 600 crianças com até três anos de idade estão matriculadas, porém existem 217 na fila de espera, ou seja, mais de 30% delas deveriam estar em uma creche.

Sem monitores

O Centro de Educação Infantil (CEI) Professora Dirce Pereira Fonseca foi inaugurado no fim de 2016 com capacidade de 150 vagas, mas até agora somente 60 crianças estão matriculadas porque faltam monitores para dar conta da demanda.

A situação também se repete na CEI Professora Zuleika Apparecida Facchin, recentemente inaugurada. A capacidade é de 150 vagas, mas só 30 estão ocupadas.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Descalvado informou que sete novos monitores foram contratados e que já exercem a função. O atendimento será ampliado gradativamente, conforme disponibilidade do município.

A prefeitura ressaltou que “a lista de espera para vagas em creches é situação comum em demais municípios da região e do país e que Descalvado atende, atualmente, um número muito superior o que é previsto no Plano Nacional de Educação; além de garantir a transparência neste processo com obediência aos critérios estabelecidos em nível de rede municipal“.

Prejudicadas

Há dois meses, a doméstica Jennifer Oliveira tenta uma vaga para o filho, de cinco meses, em uma creche próxima da casa onde mora.

Eu já fui em várias creches, mas dizem que a lista é grande demais e não tem espaço. Tenho mais duas crianças que tem que estar na escola às 7h e eu trabalho neste horário“, explicou.

Sem saber o que fazer por enquanto, ela deixa o bebê com a cunhada ou uma amiga. Porém, elas não podem mais ficar com a criança e a Jeniffer tem medo de perder o emprego.

Todos têm compromisso, estavam me quebrando um galho, agora se eu não conseguir vaga, vou ter que desistir do trabalho para cuidar dele e vamos passar necessidades“, ressaltou a doméstica.

A dona de casa Tatiani Ferrante mora próximo à creche Dirce Pereira Fonseca, no Bosque do Tamanduá. A instituição fica a menos de cinco minutos da casa dela.

A mãe colocou o nome dos filhos na lista de espera, mas até agora não teve resposta. “Está difícil, não posso ficar sem trabalho, sem ajudar meu marido, também não posso pagar alguém“, ressaltou Tatiani.

Ela já perdeu duas entrevistas de emprego por não ter com quem deixar as crianças. “Preciso da vaga, preciso trabalhar, estou correndo atrás, mas não tenho resposta“, disse.